{"id":31155,"date":"2022-05-13T14:59:13","date_gmt":"2022-05-13T17:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.coopatrigo.com.br\/novo\/?p=31155"},"modified":"2022-05-13T14:59:13","modified_gmt":"2022-05-13T17:59:13","slug":"inflacao-e-margens-menores-deverao-impactar-custos-dos-graos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.coopatrigo.com.br\/novo\/2022\/05\/13\/inflacao-e-margens-menores-deverao-impactar-custos-dos-graos\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o e margens menores dever\u00e3o impactar custos dos gr\u00e3os"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>A primeira proje\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o das lavouras de milho e soja para o ver\u00e3o apontam n\u00edveis de eleva\u00e7\u00e3o preocupantes. \u00c9 o que revela o primeiro levantamento da safra divulgado pela Federa\u00e7\u00e3o das Cooperativas Agropecu\u00e1rias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro\/RS). A entidade tamb\u00e9m atualizou os n\u00fameros relativos \u00e0 cultura do trigo.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>Com base nos pre\u00e7os de 1\u00ba de maio de 2022, a soja indica uma perda por parte do produtor na rela\u00e7\u00e3o de troca de 32,80% em n\u00famero de sacas necess\u00e1rias para pagar o custo total de produ\u00e7\u00e3o que era de 29,10 sacas, e agora aponta uma necessidade de colher 38,64 sacas. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao custo vari\u00e1vel, o desembolso, o produtor precisar\u00e1 colher 26,81 sacas contra 18,78 na safra passada, uma eleva\u00e7\u00e3o de 42,79% superior. Na avalia\u00e7\u00e3o da entidade, isso reduz significativamente a rentabilidade futura apesar dos pre\u00e7os no mercado permanecerem aquecidos.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>No caso do milho, a rela\u00e7\u00e3o de troca sofreu impacto maior pelo fato de usar mais insumos que a soja. Com isso, o produtor vai precisar colher 117,32 sacas por hectare para cobrir o custo total de produ\u00e7\u00e3o ante as 75,29 sacas da safra anterior, um aumento de 55,83% de produ\u00e7\u00e3o diante do atual patamar de custo. Em rela\u00e7\u00e3o ao custo vari\u00e1vel, o desembolso, o produtor sofreu impacto maior, vai precisar produzir 88,63 sacas por hectare frente \u00e0s 51,63 sacas na safra passada, uma eleva\u00e7\u00e3o de 71,43%. O custo do milho registrou uma eleva\u00e7\u00e3o de 53,88% nos \u00faltimos 12 meses, enquanto que o pre\u00e7o do cereal teve redu\u00e7\u00e3o ao produtor em 1,25% no mesmo per\u00edodo comparado de maio de 2021 para maio de 2022.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>Segundo a FecoAgro\/RS, os novos patamares de custos, tanto no milho como na soja, indicam uma tend\u00eancia forte de queda de rentabilidade nas duas culturas, reduzindo em 20,41% na soja e 50,25% no milho para pr\u00f3ximo ciclo. Outras aten\u00e7\u00f5es ficam por conta da poss\u00edvel restri\u00e7\u00e3o de oferta de insumos para a pr\u00f3xima safra de ver\u00e3o, disponibilidade de cr\u00e9dito e as poss\u00edveis eleva\u00e7\u00f5es das taxas de juros para cr\u00e9dito rural para o pr\u00f3ximo plano safra em fun\u00e7\u00e3o do aumento da taxa Selic. Essa eleva\u00e7\u00e3o vem preocupando o setor produtivo e isso se efetivando pode retardar ainda mais a recupera\u00e7\u00e3o das perdas do produtor em detrimento dos efeitos causados pela seca no Rio Grande do Sul.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>Para o trigo, na segunda revis\u00e3o, o levantamento apontou um aumento de custo de 51,71% nos \u00faltimos 12 meses. Com isso, o triticultor vai precisar colher 64,58 sacas por hectare para cobrir o custo total, ou seja, 24,9% a mais de produ\u00e7\u00e3o do que na safra anterior. De outra parte, para pagar os gastos com o desembolso, o produtor precisar\u00e1 colher 50,12 sacas para atingir o ponto de equil\u00edbrio. Neste caso, os pre\u00e7os tiveram aumento maior que nas outras culturas, por isso a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais desfavor\u00e1vel ao produtor, que tem boa expectativa de mercado neste ano com aumento de \u00e1rea expressivo devido a esta condi\u00e7\u00e3o.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>A FecoAgro\/RS conclui que o produtor vai ter que ser mais assertivo no planejamento da pr\u00f3xima safra devido ao cen\u00e1rio atual de custos elevados, qualquer queda de produtividade poder\u00e1 gerar preju\u00edzos ainda maiores aos produtores. A expectativa para a pr\u00f3xima safra, apesar dos elevados custos que v\u00eam reduzindo a rentabilidade das culturas, \u00e9 de uma recupera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o tanto na soja como na cultura do milho no Estado.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/><i>Foto: Fagner Almeida\/Divulga\u00e7\u00e3o<br aria-hidden=\"true\" \/>Texto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective<\/i><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira proje\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o das lavouras de milho e soja para o ver\u00e3o apontam n\u00edveis de eleva\u00e7\u00e3o preocupantes. \u00c9 o que revela o primeiro levantamento da safra divulgado pela Federa\u00e7\u00e3o das Cooperativas Agropecu\u00e1rias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro\/RS). 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